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Licenças de código aberto: 14 licenças explicadas em português

Para cada licença, o que ela permite, o que exige e o que não garante, com o texto oficial a um clique.

Licenças permissivas (MIT, Apache-2.0, BSD, ISC) pedem pouco e deixam fechar o código derivado; as de copyleft (GPL, LGPL, AGPL, MPL, EPL) exigem que o derivado distribuído continue aberto. Abra uma licença para ver as três colunas: pode, deve e não pode.

Informação, não aconselhamento jurídico. Os resumos são nossos e simplificam; o texto oficial da licença é o que vale. Para decisões com consequência legal ou financeira, consulte um advogado.

As 14 licenças, por tipo

Cada linha leva à página da licença. Os grupos saem das condições que o choosealicense registra para cada uma.

Permissivas: pedem pouco e deixam fechar o derivado

Copyleft: o derivado distribuído continua aberto

Exemplo resolvido: lendo as três colunas da MIT e da GPL-3.0

Duas licenças, duas leituras
  1. A MIT tem 4 itens em “Pode” (uso comercial, modificar, distribuir e uso privado), 1 em “Deve” (manter o aviso de copyright) e 2 em “Não pode” (sem garantia e sem responsabilidade dos autores). Quem usa o seu código só precisa manter o aviso.
  2. A GPL-3.0 tem 5 itens em “Pode” (os mesmos 4 mais a concessão de patentes), 4 em “Deve” (aviso de copyright, registrar mudanças, abrir o código-fonte e manter a mesma licença) e os mesmos 2 em “Não pode”.
  3. A diferença está na coluna do meio: a MIT pede 1 coisa; a GPL-3.0 pede que o derivado distribuído continue aberto.

Como ler as três colunas

Pode é o que a licença permite sem pedir nada em troca: uso comercial, modificação, distribuição, uso privado e, em algumas, a concessão expressa de patentes dos colaboradores. Deve são as condições: manter o aviso de copyright, registrar as mudanças, abrir o código-fonte, manter a mesma licença nas modificações. Não pode é o que a licença deixa de dar ou de garantir: garantia, responsabilidade dos autores, direito de usar a marca e, em alguns casos, as patentes.

Essas três listas vêm dos metadados do projeto choosealicense.com, que cataloga cada regra de cada licença. Elas resumem: quando a regra importa de verdade para o seu caso, vale ler o texto oficial, que sempre tem o link na página da licença.

Veja as 14 licenças lado a lado

Perguntas frequentes

Qual licença de código aberto é a mais usada?

O CódigoLivre não afirma isso: não achamos nas fontes abertas que consultamos uma medição de uso que possamos citar. O choosealicense marca MIT, Apache-2.0 e GPL-3.0 como licenças em destaque na sua página inicial.

Existe licença de código aberto que impeça o uso comercial?

Não entre as 14 desta lista: todas permitem uso comercial, segundo os dados do choosealicense. Quem distribui precisa cumprir as condições de cada uma, como manter o aviso de copyright ou abrir o código-fonte.

O que significa copyleft?

É a condição de que as modificações distribuídas continuem sob a mesma licença, com o código-fonte disponível. No choosealicense aparece como "mesma licença" (same-license) e variantes por arquivo ou por biblioteca.

Por que o id GPL-3.0 aparece como obsoleto?

Na lista SPDX, GPL-3.0, GPL-2.0, LGPL-3.0 e AGPL-3.0 sem sufixo estão obsoletos. Valem a forma "-only" (só aquela versão) e a "-or-later" (aquela versão ou uma posterior). Os trechos copiáveis do site já usam as formas vigentes.